Tenho tomado ao longo do tempo, atitudes que hoje tem me incomodado muito, são fatores emocionais, os quais eu não sentia necessidade de mudanças, e que hoje estão me causando certo desconforto.
Não é nada fácil falar de nos mesmos, de nossas atitudes, nossos medos e inseguranças, depois é difícil reconhecer que muitas vezes é necessário abrir a mente, o coração, e desenvolver a capacidade de ouvir, o que não é fácil como parece, porque muitas vezes ouvimos à partir de crenças falsas, preestabelicidas.
Tenho escutado de amigos frases como " Você está parecendo aquele motor que tem arranque, e depois morre." "Você tem fogo, mais não queima." " Você está muito travada." "você precisa dar um ctrl+alt+del, reiniciar".
Refletindo esses ditos, cheguei a conclusão que realmente não tenho feito nada para mudar minhas atitudes. Geralmente quando as pessoas querem algo, ou alguém, automaticamente se movem ao ataque, se impulsionam para aquilo que desejam, conquistam. falam livremente sobre suas emoções, enquanto eu, as sufoco, por orgulho, não me permitindo tentar, imaginando que assim me magoarei menos, esperando que o outro tome a atitude primeiro, e muitas vezes isso não acontece, e no entanto, perco (time) certo.
Muitas vezes não processamos, e continuamos na defensiva. Esse é o nome certo para o que sinto nesse momento da minha vida, estou sempre na defensiva, me defendendo muitas vezes de algo, ou alguém, o qual nem se materializou de fato em minha vida, tenho colocado barreiras, e condicionado o medo de falar, mostrar e viver os meus sentimentos.
No entanto a impressão que eu tenho é que minhas asas estão emprestadas, elas não me pertencem, e acabo não levantando vôo. Tenho algumas crenças mal projetadas, que não são apropriadas, ao mesmo tempo que me trás certo conforto, me causa dor, pois assim não consigo liberar meus desejos, a capacidade de me apaixonar, de me impressionar, de me surpreender, e fluir livremente, espontâneamente, naturalmente, diante de qualquer acontecimento. Tudo porque na realidade, se eu estiver interessada por alguém, acabo desenvolvendo um sistema de auto defesa, se caso o outro não se manifestar, continuo aguardando um start, se caso não acontecer, fico na defensiva, congelada, sem a menor iniciativa.
A minha pretensão, é atrever-me a agir, não me acomodar diante do meu orgulho, me desprender dessa crenças bobas, me arriscar mais, enfrentar o medo, mesmo que lá na frente eu enxergue que não tinha que ser, mas nunca me arrepender de ter tentado, e ter feito minha parte. Sei que será uma luta comigo mesma, mas sei também que valerá a pena.